Seguidores

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

- Diga: 33

33

A poesia deixa tudo como está.
A poesia muda tudo
Sem tirar nada do lugar!



SONYA MELLO disse...
Amigo poeta, Braga Barros, obrigada pelo privilégio que nos deu de podermos "navegar" por suas palavras, "despejadas" homeopaticamente, de modo que pudemos sentir tua essência, teu ser, um ser único e ricamente inspirado! Adorei sua idéia de ir semeando palavras... aos poucos... sem pressa... Parabéns! Feliz Ano Novo!

domingo, 26 de dezembro de 2010

- Diga: 33

32

A poesia não acontece

sozinha.
Ela só se realiza
Levando-se em conta

o outro.
Só existe poesia
Na solidariedade humana.
A poesia só acontece

em situação.
Não é um ensinamento.
É a própria ação

transformadora
do homem em sociedade
.

sábado, 25 de dezembro de 2010

- Diga: 33

31

No meio do caminho
tinha uma bifurcação,
Inquietante e incômoda!
A escolha torna-se imperativa:
“Vence na vida quem diz sim!”
Mas para quem?
Para a coragem,

ou para a covardia?
Para a cumplicidade,

ou para a denúncia?
Para a conformidade,

ou para o combate?
No meio do caminho
tinha uma bifurcação...


sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

-Diga: 33

30

Quando você nega o meu amor
Acaba por afirmá-lo.
Se ele não existe,
Como negá-lo?
Assim, negando,
Afirma que ele existe.
Nesta contradição, ele
Cresce mais rico e verdadeiro.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

-Diga: 33

29

Diante do infinito
Acabo um ponto
Aniquilado.
Por outro lado,
Rompendo meu círculo
De fogo alcanço meu
Belo Horizonte.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

-Diga: 33

28

Sei que é pela razão
Que você entende
Minha declaração,
Mas é pelo instinto
Que descubro
Seu amor.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

- Diga: 33

27

Te amo além dos sentidos.
Te amo além da reflexão:
O tal do amor onipresente!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

-Diga:33


26

O que amo em você
Sai de você mas é muito mais
Do que está em você:
Não é a cor de sua pele,
Não é o cheiro de seus cabelos,
Não é o som de sua voz,
Não é o sabor de seus beijos.
O que amo em você
É o que vem de você
- fora do alcance de minhas faculdades –
Não tem lógica,
Não tem razão,
Não pode ser medido,
Nem pesado,
Não tem forma,
Nem tamanho,
Mas é muito sólido.

domingo, 19 de dezembro de 2010

-Diga: 33

25

De tanto duvidar de seu amor
Fui me apoderando dele...
Trabalhando nele
Que passei a senti-lo
Em mim, em cada ato,
Mais que um sentimento abstrato
Seu amor invadiu meu corpo e alma.
Duvida?

- Diga:33

24

Mesmo antes de escrever
Mesmo antes de buscar a palavra certa
Poetar é já saber das coisas
Antes dos conceitos,
Antes das noções.
As palavras são apenas sinais
Dos meus propósitos.
Como seria bom,
Cada palavra que eu digo
Ser entendida exatamente
Com o significado e
Com a abrangência
Das coisas contidas na palavra
Certa que escolhi
Para lhe dizer:
Você é meu amor!
Pode vir verificar.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

-Diga: 33

23

Tenho por princípios:
A contradição,
A identidade,
A substância,
A interdependência,
A finalidade,
O Porvir.
Minha poesia é o ato de misturar

Meu ser com meu desejo.
É uma síntese do material

E do imaterial.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

- Diga: 33

22

De minha finitude,
Das minhas limitações
Nasce esse amor infinito
Por você.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

- Diga:33

21

Para o homem médio
A poesia soa como ameaça.
A poesia só é uma alternativa
Quando não conta com o medíocre.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

-Diga: 33

20

A ig-norância
Serve de incentivo
Ao cyber

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

-Diga: 33

19

Não sei de Cosmo,
Nada sei de Universo.
Sei de piedade e impiedade,
De bonito e de feio,
De justiça e de injustiça,
De sabedoria e de ignorância
De coragem e de covardia.
Sei de cidade,
De cidadão,
De governo e
De governados.

Sei de meus esforços,
De meus impulsos,
De minhas paixões,
Sei de minha vida prática.
Sei de minha vida teórica,
Sei de minha vida poética.

E essa vontade de organizar o mundo.

domingo, 12 de dezembro de 2010

- Diga: 33

18

Meu amor por você
É meu amor por você.
O amor de Zenilda
Por Reginaldo
É o amor de Zenilda
Por Reginaldo.
O amor de Reginaldo
Por Zenilda
É o amor de Reginaldo
Por Zenilda.
Meu amor por você
Não é o amor Re-Ze.
Cada um é cada um,
Mas o bem e o belo
Do amor de um e de outro
Pode ser entendido
Como amor de
Homem-e-mulher.

sábado, 11 de dezembro de 2010

- Diga: 33

17

Tudo aqui era verde
Tudo aqui
Tudo verde
Já era!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

- Diga: 33

16

A poesia
Não está pronta
Carece de ser
E s c r i t a.
A poesia
Não está pronta
Carece de S E R.
A poesia
Não está pronta
Carece S E R.

- Diga:33

15

A realidade
Não é um jogo
De conceitos.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

- Diga: 33

14

Tudo o que vejo
permanece
um misto
de visto
e não visto.

- Diga: 33

13

O poema produz resultados inusitados
À ironia dos acontecimentos
E às paixões humanas...

- Dila: 33

12

Pela intuição
não preciso de raciocínio,
nem de verbos.
Apenas sei,
sem provas...
Mas garanto,
Indubitavelmente,
à luz do poema.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

- Diga: 33

11

O poema

pode ser aprimorado.
Meus versos

podem ser ultrapassados,
Mas a poesia

não pode ser dispensada.

domingo, 5 de dezembro de 2010

- Diga: 33

10

Métodos que já resolveram

inúmeros problemas meus,
são completamente inoperantes

diante destes olhos seus.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

- Diga 33

9

Se confrontar com um problema
E encontrar como solucioná-lo
Não garante viver melhor.




Zenilda Lua disse...
Eu penso meu Caro amigo Poeta,
"se confrontar com um problema e encontrar como solucioná-lo pode não garantir uma melhor vivência"
mas ao menos nos assegura ver as mesmas coisas de antes de um jeito novo, aperfeiçoado pela ausência das impossibilidade...

Vou pro próximo.
abracinhos de amiga

- Diga: 33

8

Não sei se a poesia tem funções.
Com ela, penso em voz alta.
Assim, estabeleço relações
Com você, que ela tanto exalta...



Zenilda Lua disse...
Para mim a poesia tem função perene meu querido Braga, é com ela que vez em quando apanho solícita as chuvas da vida...
Sigamos!

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

- Diga: 33

7

Sei que para chegar

Ao ponto desejado
Preciso atravessar

Metade do percurso;
Depois a metade do
percurso;
Depois a metade;
Metade:
Meta.



Zenilda Lua disse...
Sua inspiração fez-me lembrar de METADE escrita pelo Oswaldo Montenegro:

"Que a força do medo que eu tenho ñ me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo que eu acredito ñ me tape os ouvidos e a boca porque metade de mim é o que grito e a outra metade é silêncio (...)
Que minha loucura seja perdoada porque metade de mim é amor e a outra METADE também

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

- Diga: 33

6

Nada de ideologia,
Nada de ilusão,
Nada de mistificação.
Vou de braços dados
Com a história,
Com os fatos,
Com minhas anotações.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

- Diga: 33

5

Se a realidade
Nos leva à perplexidade...
Isto não é o fim.
É sim o princípio
Para a mudança
Da realidade...

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

- Diga: 33

4

Do saber à ignorância,
Da ignorância ao saber:
“Só sei que nada sei".
Mas amo a sabedoria!

domingo, 28 de novembro de 2010

- Diga: 33

3

É pertencendo,
(Fazendo parte)
Não estando à cima,
Nem ao lado,
Que nossa subjetividade
Se torna ponto de partida
E ponto de chegada
No encontro com as pessoas,
Na descoberta do mundo.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

- DIGA: 33

2

Realidade

Nunca renuncie
Ao seu radicalismo
Dos fundamentos
Admiráveis da busca




Outro acróstico pra você Braga:

C oncretude e
O rnamentos
R acional e
A moroso
C omedindo minha
A lma e
O itavando os pensamentos

Saudações Clavesolísticas!

amiga Giselle

- DIGA: 33

1

Sou muito pequeno
Para dizimar as dúvidas.
Enxergo muito pouco
Para me preocupar com detalhes.
Meu sonho é livre,
Original é meu delírio,
Minha ilusão um caminho.
Não me detenho com o falso,
A ilusão não é o meu fim,
Só quero a verdade, está sim!
Por isso repenso o já pensado
Reformulo tudo para descobrir
O que é o mundo,
O que é o outro e
Quem sou eu!?


Eduardo Silva disse: "Muuuiiito booom. Vou ler os 33.
Parabéns Braga."

Um Poema Novo por dia


- Diga: 33
A partir de hoje cada dia será postado
um Poema novo.
Deixe o seu comentário

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Literatura em São José dos Campos

Algumas fotos

Foto:sonyamellogirassoal.blogspot.com

Logo no início da Ciranda de Poesia um encontro de talentos das Sônias: A poetisa Sonya Mello com sua voz (de cantora) e com suas mãos (de pintora) mostrando o quadro que fez para a outra Sônia Gabriel pesquisadora e escritora.


Foto: Giselle Lourenço
Outra característica de todas as Cirandas de Poesia, a presença de grande público e de público jovem e atuante
Foto: Giselle Lourenço

Amigo Braga, obrigada por este momento, pelas tuas palavras, conclusões e pensamentos, por promover quem "acabou de chegar" e quem está neste meio há tempos... Obrigada por ser um "ser genial"! Deus seja louvado pela tua existência!
Abraço!
Sonia Mello


Sonetilho

A Égua Vaidade

Meu ego é do tamanho de uma égua.
Em dia de festa, toda escovada
E penteada, marcha toda faceira
De sela e estribos novos e brilhando.

Mas, minha Vaidade quando empaca,
Passa o desfile e fico só, na poeira,
Montado nesta égua que não me leva
Para lugar nenhum, somente ao riso.

O pior é que Vaidade não tem preço,
Todo mundo finge que acha bonita,
Bate palma quando está por perto,

Na hora de levá-la, não aparece um.
Tenho que voltar para casa, a pé,
Puxando-a com as rédeas na mão.


Wilson R. disse:...
"Precisamos tomar cuidado para que
a nossa "Vaidade" não seja tão burra.
Uma metáfora interessante a que usou,
ficou 10. Abraços!"

A Procura da Poesia


Procura-se
Desaparecido desde 1982



Portava calça jeans, camisa floral,

óculos, barba por fazer,

bigode e cabelos pretos.

Usava uma bolsa tiracolo

de couro sempre com um

bloco e caneta onde anotava

suas utopias.
RECOMPENSA:
Poemas novos

A última Ciranda de Poesia de 2010

Parabéns

Parabéns aos poetas, escritores, trovadores, repentistas, cirandeiros, apreciadores, crianças, mestres, pessoas de bem, pessoas que fazem história, vocês construiram uma Ciranda de Poesia linda.

Parabéns principalmente para José Antonio Braga Barros e Kika Campos que chamaram e organizaram a brincadeira. Brincadeira que agrega, que reúne, que encanta, de maneira simples e participativa, onde todos cabem, onde todos podem declamar e declarar-se vivo! Procêis uma historinha de criança...

"Era uma vez o Braga menino, que gostava de brincar com palavras em tudo quanto era quintal, ia e vinha de um quintal a outro procurando o que lhe encantava, certa vez achou um quintal na casa de uma menina que vez ou outra se sentia muiiito sozinha...era a Jacque ... que vendo o quanto ele se interessava pelas palavras o convidou para brincar de roda, uma roda diferente, uma ciranda de poesias, ele gostou muito, abriu um enorme sorriso, daqueles que cativa, pediu em casa para sua "namoradinha" fazer um lanchinho, incluindo uma geléia de pimenta...hum... que eles descobriram nessas "brincadeiras de casinha"...e ali ele conheceu tantos amigos e amigas a que brincava: a Sílvia que adora arrumar a casinha, a Emília que adora receber e apresentar o quintal e a casinha, alguns também gostavam de brincar "fora da casinha" rsrsrs esses eram muiito divertidos, a Rosa que adorava cores e tirar fotografia com o Paulo Henrique que vivia filosofando, o Marcelo que gostava de filmar os poetas e as poesias, o Léo que cantava e tocava e ficava na dele, mais quem brincava mais com ele era a Kika que era tão sapeca e adorava chamar mais e mais gente pra brincar...e eles nem se deram conta que estavam a cada dia mais virando poetas...
O menino Braga esqueceu que ficou grande, continuou brincando com as palavras, colando papeis, conhecendo e enfeitando quintais, inventando poesias, reunindo amigos para cirandar e festejar a vida...
Hoje com ele naquele quintal poético se encontram muitas crianças para uma enorme ciranda de poesia eles ficam ali encantados...brincando e declamando até tarde da noite...que nem a gente brincava na rua e nos quintais a muito tempo atrás... e tem tanta criança hoje em dia: Zé Moraes (o maior poeta da turma), Zenilda (tão delicada e amorosa, dando a maior assistência a todos), Reginaldo (tão vivo, tão poeta), Fernando Scarpel (tão elegante, fazia valer o que era justo, apaziguava), Fernando Selmer (silencioso, leve, dedicado, vivia brincando com as palavras, as fazia dançar), Alcemir (todo arrumadinho, e querendo saber os porquês de tudo), Célio (aquele que organizava o quintal da Arte), Nélio (o que clocava o nariz de palhaço e chamava para a realidade quando a gente sonhava muito e não queria voltar), Léo (que cantava quando a palavra não conseguia ser falada), Delcimar (que gostava de brincar de escola, queria uma escolinha diferente dessas que vemos por aí), Wesley (menino poeta e sabido que adorava sabiá), Paulo Barja (que queria dar ritmo as palvras e cuidava do varal...fez um varal de cordéis no quintal) e cada dia chega mais, e cada uma gosta de brincar de uma coisa diferente...mas em algum momento tudo se junta...e "tudojuntomisturados"...fazendo parte de uma única e boa brincadeira...a principal delas é aquela de "vamos ser feliz"!...e se você não acredita...procure numa última quarta-feira do mês passar em frente do quintal poético pra conferir e quem sabe entrar nessa Ciranda-menina". E essa história entrou por uma porta e saiu pela outra, quem quiser que conte outra...

Viva comunidade artística e cultural de São José!

Jacqueline Baumgratz

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A Fotografia do Palhaço



O PALHAÇO DA FOTOGRAFIA

Você precisa saber deste segredo
Que trago da minha infância:
O palhaço pode acreditar, é gente
Que levanta cedo e sai para trabalhar.

Quando volta começa a se inventar.
Tem cabelos pretos, mas no show
Não tem não, veste uma peruca pelada
Que ele mesmo costurou à mão.

Na curtida bexiga de boi, colava
Longe, longe uma tirinha de pele
Do coelho e fazia a careca brilhar..

No espelho vestia seu fraque xadrez.
Depois criava a maquiagem e calçava
Seu pintado sapato de ponta esguia


O chapéu era coco de feltro e cetim,
um guarda-chuva, sem barbatanas:
cabo, tecido e pontal, desengonçado
até parado, na sua mão era engraçado!

Sua mala, nem se fala, foi ele também
quem a fez. Só tinha a parte de cima
e o fundo de madeira boa, o resto era
tudo pano mole, que desmanchava à toa.

Quando abria a cortina era outra pessoa.
Todo mundo já ria daquele seu jeito
de andar, mesmo antes do show começar.

Hoje só resta uma foto antiga na parede
Mas, de noite, sozinho, quando olho
Para ele ainda escuto o povo gargalhar.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

No Crepúsculo da Primavera!

Na roça, a rede da varanda,
Com uma preguiça milenar
Rangia cantiga de embalar
Nuvens, cumes de morros,
Copas de árvores num lento
Vai-e-vem que fazia a tarde
Chegar quadro a quadro,
Enquanto meu corpo e alma
Com todo cuidado, eram alinhavados
aos seus braços e pernas, corpo e alma.

O azul do céu ganhava pinceladas
Longe e longe de novas cores,
Do laranja ao marinho riscado,
Antes da noite chegar inteira.

Os pássaros faziam o caminho
De volta para os seus ninhos e
Ficavam espiando nossos beijos,

No crepúsculo da primavera!



Wilson R. disse...
Um belo poema. A primeira estrofe, em especial, na qual a cadência dos versos remete-me ao balançar da rede.
Abraços.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Receita da Geléia de Pimenta que a Tia Maria trouxe de Garça

I-
A vida é uma geléia de pimenta.
É preciso mexer até ficar no ponto.
Um pouco doce, mas nem tanto.
Agradável, apimentada sem arder.

É preciso cuidado com os ingredientes:
Nada de exageros: seis dedos de moça,
Sem sementes ( que ficam reservadas)
Sete pimentões vermelhos, médios.

Uma cebola grande, meia xícara de chá
com vinagre de maçã.Acrescente uma xícara
inteira com água.Não se esqueça do açúcar.

São cinco conchas daquelas médias
de se tirar feijão, de sal bastam duas colheres
das de café. Bata tudo no liquidificador.

II-
Menos o vinagre e o sal. Depois pra panela
Para ferver e apurar. Mexer até o ponto G
Isto é, Ponto de Geléia, aparecendo o fundo
E ficando tudo bem brilhante, chegue o sal.

Coloque nesta ordem,o vinagre de maçã.
Misture tudo e deixe esfriar. Quase pronto.
Agora e colocar em um vidro e deixar curtir
Dez dias passam rápidos. Se desejar capriche

Pegue algumas sementes reservadas da pimenta
Só para dar o tom, repito não exagere na mão,
Ou nos dedos de moça, deixe tudo fechado.

E como falei no começo, a vida é uma geléia.
Agora bem curtida é só saboreá-la:
Doce-apimentada-agradável e brilhante.


Wilson R. disse...

Lembrou-me Drummond em dois aspectos: um, quanto à forma, já que ele compôs muitos poemas em quatorze versos livres e brancos que, para horror dos puristas, ainda batizou alguns de "sonetos" ou "sonetilhos"; dois, quanto ao conteúdo, que me remete ao "Poema Culinário". (...na croquete de galinha, a cebola batidinha...).
Cada poema (e receita) com seu gosto particular.

Abraços.

Luci disse...
Que geléia mais saborosa, tia Maria sem saber, transformou a vida em verso e prosa!
Abraço, parabéns, Luci

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Meus queridos seguidores

Queridos e queridas seguidoras do blog mesadopoeta
não estou conseguindo enviar minhas mensagens de agradecimento
a todos vocês, então faço aqui publicamente.
Gostaria de merecer um comentário de vocês para o soneto:
"De tanto ver vencer os..."
Aguardo os comentários e desde já agradeço: Obrigado!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Ex-aluno volta ao Centenário "Bueno de Paiva"

Em Paraisópolis, José Antonio Braga Barros volta à sua primeira sala de aula e distribui poemas para os atuais estudantes da E.M. "Bueno de Paiva" que completou 100 anos em 2010.

domingo, 7 de novembro de 2010

"De tanto ver vencer os..." (Rui Barbosa)

Resolvi ser traficante!
Será possível ver-me sentado
Pelas praças, portas de escolas,
Parques, circulando pelos bares.

Vou andar com uma bolsa,
Na frente de qualquer um...
Passar de mão em mão,
Sem a menor cerimônia.

Assim, rapidamente, na base
do toma lá, da cá. E sair...
Distribuindo para todo mundo.

Em pacotes grandes para grandes
Consumidores, ou em pequenos
Versos, poemas para iniciantes.


SONYA MELLO disse...
Olá, Braga, ao ler este poema, me dei conta de que, das misérias humanas também se faz poesia. No princípio eu lia "ao pé da letra" e só então vi que a poesia pode substituir o alimento dos derrotados... Ah, se todos pudéssemos "distribuir poesia", "traficar poesia", versos e poemas, por todas as "quebradas" e submundos... Acho que isso é possível... um novo amanhecer... um futuro sonhado é um presente realizado!
Abraço


Wilson R. disse...
Forma e conteúdo se entrelaçam, mais uma vez.
Aqui, o conteúdo instiga o leitor a trilhar um caminho que não é o real – o tráfico de armas ou drogas – quando, na verdade, a ideia é traficar poesias.
Quanto à forma, vejo a modernidade dos versos brancos e livres em estrofes dispostas como no soneto clássico, que insinuam a atemporalidade do problema/solução. O tráfico e a busca por sua solução não é novidade (soneto) mas é atual (versos modernos).
O último terceto traz a “chave de ouro”, imprescindível num soneto clássico – é a própria alma, o próprio sentido do poema.
Muito bom.

sábado, 6 de novembro de 2010

Reativação da Academia Joseense de Letras

Na noite da última segunda-feira (25 de outubro) à noite a Fundação Cultural Cassiano Ricardo reativou a Academia Joseense de Letras. A solenidade contou com uma plateia bastante representativa e marcou o primeiro dia de atividades da 44ª Semana Cassiano Ricardo, que se estenderá até o dia 31 de outubro.

Depois de 30 anos a academia está com novo estatuto, tendo Cassiano Ricardo como patrono da cadeira de número 01. Da sua formação inicial, apenas dois integrantes ainda estão vivos: o advogado Mario Ottoboni e o desembargador Silvio Marques Neto, ambos com assentos garantidos nesta nova fase. Outra cadeira será ocupada pelo presidente de honra da entidade, que será o presidente em exercício da FCCR.

Durante a solenidade, três dos novos integrantes não puderam comparecer – o professor Paulo Roxo Barja, o engenheiro Ozires Silva e o desembargador Silvio Marques Neto -, sendo representados, respectivamente, por Adriana Barja (esposa), Fernanda Turco (jornalista e assessora) e Silvio Marques (filho).

O objetivo da Academia Joseense de Letras é valorizar e incentivar a literatura na cidade, resgatando antigos escritores, abrir espaço e estimular os novos talentos.

Confira a formação da Academia Joseense de Letras

1º Mário Domingos de Moraes
2º Mário Ottoboni
3º Marco Antonio Vitti
4º José Antonio Braga Barros
5 º Zenilda Lucena de Almeida Gomes
6º Thereza Myrthes Mazza Masiero
7º Luiz Paulo Costa
8º Augusto Hélio Ribeiro Dias
9º Dyrce Machado Augusto de Araújo
10º Paulo Roxo Barja
11º Ozires Silva
12º Reinaldo Rodrigues de Sá
13º Edmundo Carlos de Andrade Carvalho
14º Suely Sousa Lima
15º Wilson Roberto de Carvalho de Almeida
16º Christina Hernandes
17º Alberto de Souza Simões
18º Silvio Marques Neto
19º Daniel Duarte Pedrosa
20º Rita Elisa Seda


Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Última Ciranda de Poesia do ano

Ciranda de Poesia
Venham todos Cirandar!
Dia 24 de Novembro - 4ª Feira - 19h30
Cia Bola de Meia - Rua Porto Príncipe, 40 - Vila Rubi
Como você sabe, a Ciranda de Poesia é uma confraria de portas abertas
para todas as pessoas e grupos que gostam de poesia.
Venha declamar, ler, mostrar seus poemas
e brindar a Poesia. Traga seus convidados.
Esta é a ultima Cirande de Poesia do ano.
Venha tomar um vinho conosco.
A entrada é franca.
Estamos engrossando o movimento dos artistas em prol do
Fundo Municipal de Cultura.
Traga seu título de eleitor e
ajude a fomentar a Cultura em São José dos Campos.
Poesia significa trabalho que transforma.
De modo especial contamos com a presença de todas as pessoas que durante a ano de 2010 participaram da Ciranda de Poesia
na Cia Cultural Bola de Meia
para uma grande confraternização poética.
E, Salve a Poesia!!!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Procuro um título para esta foto


Sugestões: (Envie também a sua sugestão de título para a foto a cima)

1º- Êxodo.

2º- Foi melhorar de vida!

3º- "Sinais dos meus tempos" (Sonya Mello)

4º -

sábado, 23 de outubro de 2010

Ainda a Ciranda de Poesia de Outubro

O dia do poeta
Giselle Lourenço

O dia do poeta já passou. Foi ele no dia 20 de outubro. Mas que falo eu? Tamanho absurdo! O dia do poeta é hoje, foi ontem, será amanhã
e daqui uns três dias, também será. O poeta tem seu dia todo dia.
O poeta não conta o tempo, não conta o espaço, recria a vida,
desata os nós dos sapatos, das gargantas, e desata nós.
Desata-nos. Nos desata, nos desvela, nos revela.
O poeta tem um rumo: é a linha do horizonte.
Quanto mais anda, mais ao longe vê chegar seu destino de partida,
mais de perto vê afastar sua chegada nessa vida. É assim, poetizando em despalavras, dez palavras, cinco ou duas. Quantas forem, só importa recriar o sentido e fazer sentir de novo. É a vida que não se esvai...

E no último dia 20, comemoramos o dia do Poeta
em nossa Ciranda de Poesia. Foi uma festa que só a poesia pode promover. Foi a recriação da vida e todos se embebedaram de poesia. O homenageado da noite foi o Poeta Moraes – o dono do “Panfletário”, que há mais de vinte anos é distribuído pelas ruas de São José dos Campos. Sua marca: a poesia ácida, ardida. Bem politizado, o professor de história contou “causos”
que transcendem a história. E no mais, é difícil explicar os propósitos de um poeta. Nas palavras do próprio Moraes, o poeta é aquele que trabalha
com o que há de mais requintado na linguagem que por isso,toca a vida com os cinco sentidos, num despertar incomum, pois a sociedade é anestesiada. E por isso, a importância do poeta: porque ele anuncia, denuncia, vê além. O poeta acorda o mundo. Os que gostam de submeter
não gostam muito dos poetas, porque o poeta é alguém que retira da existência o sentido dela própria e desfaz a redoma que envolve o mundo
no torpor da mediocridade.
Procurei um poema que pudesse expressar tudo isso em breves linhas,
mas são tantos! Resolvi deixar aqui o escrito do xará de nosso mediador Braga Barros – um poema de Manoel Barros. Acho que os Barros são Barros porque podem remodelar o tempo todo...
O menino que carregava água na peneira

Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que era o mesmo que
Catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
(...)
Com o tempo aquele menino
Que era cismado e esquisito
Porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria o mesmo que carregar
água na peneira.
No escrever o menino viu
Que era capaz de ser

Noviça, monge ou mendigo
Ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o voo de um pássaro
Botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar uma tarde botando chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda
Você vai encher os
vazios com as suas
Peraltagens
E algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ciranda de Poesia - Dia do Poeta

Moraes faz aniversário no dia do Poeta
Misturo Poesia com Cachaça, cantou Vinicius de Moraes

A poesia ambientalista

A poesia urbana

A mesa do poeta

A poesia em forma de favo de mel

Zenilda Lua: A homenagem dos amigos poetas

25 anos de panfletagem

Poeta Moraes mostra seu lado festivo

Recorde de público: tinha gente até no corredor!


Queridos Amigos,

A Ciranda de Poesia de Outubro no Ponto de Cultura Bola de Meia foi muito especial, um sucesso!

Contamos com a presença de mais de 70 pessoas, num clima festivo e de celebração poética.

A Ciranda é um evento que tem como marca a Palavra, mas eu ressalto aqui, a Ação.

O Ponto de Cultura Bola de Meia acolheu o Poeta Moraes num gesto de generosidade como só os amigos de tantas jornadas têm capacidade de compreender, superando as adversidades. A ação de permanecer com as portas e braços abertos para ao poeta, fala mais alto que muitas palavras.

O Moraes, prossegue com seus quadriláteros de papel jornal.

Sigamos com a Ciranda de Poesia, porque é disto que precisamos, movimento, transparência e democracia.

Agradecimento especial e amoroso à Jacqueline, Celso Pan, Braga Barros, Kika Campos.

Agradecimento ao Ponto de Cultura Bola de Meia e a todos os amigos presentes!

Grande beijo, Luci Ferreira.

Sarau Poético-musical na Biblioteca Cassiano Ricardo


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

VOCÊ É MEU CONVIDADO

Você é meu convidado para participar da diplomação dos novos membros efetivos da Academia Joseense de Letras, segunda-feira, dia 25 de outubro, às 20h00, no Espaço Cultural Cine Santana (Av. Rui Barbosa, 2005 - Santana), com apresentação do Quarteto de Cordas



25/10 – Segunda-feira
20h – Espaço Cultural Cine Santana (Av. Rui Barbosa, 2005 – Santana)
Reativação da Academia Joseense de Letras.
Depois de 30 anos, a Academia está com novo estatuto, tendo Cassiano Ricardo como patrono da cadeira de número 01. Da formação inicial da Academia, apenas dois integrantes ainda estão vivos: o advogado Mario Ottoboni e o desembargador Silvio Marques Netto, ambos com assentos garantidos nesta nova fase. Outra cadeira será ocupada pelo Presidente de Honra da entidade, que será o presidente em exercício da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. O objetivo da Academia será valorizar e incentivar a literatura da cidade, resgatando antigos escritores, abrindo espaço para os novos e estimulando talentos nesta área.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Essa é para quem perdeu a Ciranda do mês passado

Público atento e participativo
Mirian mostrou sua arte em espanhol

Beá aceitou o desafio e agradou

Delcimar Cunha se especializou em Neruda e emocionou o público

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

CONFIRA PROGRAMAÇÃO


SEMANA CASSIANO RICARDO

Confira a programação da 44ª edição
Semana Cultural Cassiano Ricardo
22/10 – Sexta-feira
10h – Espaço Mário Covas (Praça Afonso Pena, 29 – Centro)
(Entrevista coletiva)

• Divulgação dos originais de um livro inédito de Cassiano Ricardo, intitulado Dexistência. Os originais foram localizados no Arquivo Público do Município de São José dos Campos.
• Lançamento da FCCR em revista - Edição Especial Cassiano Ricardo, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. A revista traz matérias sobre a vida e obra do poeta numa linguagem informal, com muitos depoimentos e vários documentos e fotos.
• Lançamento da marca da Semana Cassiano Ricardo
• Lançamento da Programação da Semana Cassiano Ricardo

25/10 – Segunda-feira
20h – Espaço Cultural Cine Santana (Av. Rui Barbosa, 2005 – Santana)
Reativação da Academia Joseense de Letras.
Depois de 30 anos, a Academia está com novo estatuto, tendo Cassiano Ricardo como patrono da cadeira de número 01. Da formação inicial da Academia, apenas dois integrantes ainda estão vivos: o advogado Mario Ottoboni e o desembargador Silvio Marques Netto, ambos com assentos garantidos nesta nova fase. Outra cadeira será ocupada pelo Presidente de Honra da entidade, que será o presidente em exercício da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. O objetivo da Academia será valorizar e incentivar a literatura da cidade, resgatando antigos escritores, abrindo espaço para os novos e estimulando talentos nesta área.

26/10 – Terça-feira
20h – Espaço Cultural Cine Santana (Av. Rui Barbosa, 2005 – Santana)

Show Todas as Músicas de Cassiano Ricardo, desenvolvido pelo violonista Marcílio de Sousa Lima. O espetáculo é um painel musical que abrange oito décadas (1890 a 1970) – período em que viveu o poeta joseense – e será representado por grandes compositores brasileiros e alguns eruditos, como Claude Debussy. Marcílio será acompanhado por Kabé Pinheiro, na percussão, e Samuel Troni, no contrabaixo.

1890 Ô Abre Alas/ Claire de Lune Chiquinha Gonzaga / Debussy
1900 Rapaziada do Brás/ Tristeza do Jeca Alberto Marino e Alberto Marino Jr /Angelino de Oliveira
1910 Rosa/ Luar do Sertão Pixinguinha e Otávio de Souza/ Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco
1920 Abismo de Rosas/ Odeon Canhoto (Américo Jacomino)/ Ernesto Nazareth
1930 Linda Morena/O Trenzinho do Caipira/ Carinhoso Lamartine Babo/Heitor Villa-Lobos/ Pixinguinha
1940 Amélia / Ave Maria no Morro/ Ataulfo Alves e Mario Lago / Herivelto Martins/
1950 A voz do Morro/ A Felicidade Zé Ketti/ Vinicius de Moraes e Tom Jobim
1960 A Banda /Insensatez Chico Buarque de Holanda/Tom Jobim
1970 Cordas de aço/ Rosa de Hiroshima Cartola/ Gerson Conrad, Vinícius de Moraes


27/10 - Quarta-feira
19h – Casa da Amizade (Trav. Santa Inês, 193 – Vila Ema)

Lançamento do Troféu de Cultura Cassiano Ricardo, criado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo como prêmio às empresas apoiadoras da cultura local e aos artistas que se destacarem por meio de incentivos culturais. O troféu reproduz o “pavão”, marca da FCCR. Além de incentivar investimentos em cultura, a proposta é buscar, também, a consolidação do marketing cultural em São José dos Campos, com a aproximação dos segmentos empresariais e artísticos.
• Palestra com a produtora cultural Sonia Kavantan – Marketing Cultural
• Show com a banda The great classic - Músicas dos anos 30 e 40.


28/10 – Quinta-feira
19h – Teatro Municipal (Rua Rubião Júnior, 84
– 3º Piso – Shopping Centro)
Show Cassiano em Letra e Canção com o Coro Jovem, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo e a cantora Ana Morena, que recitará poemas de Cassiano Ricardo, intercalados com canções de MPB.
REPERTÓRIO:

Poema: Queixa Antiga
Música: Sabiá (Tom Jobim e Chico Buarque)
Poema: Guerra Fira
Músicas: Rosa de Hiroshima (Vinícius de Moraes/Gerson Conrad) e Cordilheira (Paulo César Pinheiro e Sueli Costa)
Poema:A Florada
Músias: Se Meu Jardim der Flor (Zé Renato/Xico Chaves) e Clarissa (Paulinho Pauleira)
Poema: Noturno Paulistano
Música: Paulita (Eduardo Gudim/J.C.Costa Netto)
Poema: Testamento
Música: Fantasia (Chico Buarque)
Poema: A Cidade dos Sapos
Música: Sapo Jururu (Domínio Público)
Poema: Ladainha
Músicas: Hoje e Universo do Teu Corpo (Taiguara)
Poema: Deixa Estar, Jacaré (trecho)
Música: Gente Bem (Assis Valente e Pedro Silva)
Poema: Alto da Serra
Músicas: O Trenzinho do Caipira (Heitor Villa-Lobos/Ferreira Gullar) e Trem Azul (Lô Borges/Ronaldo Bastos) Planeta Água (Guilherme Arantes)
Poema: 7 Razões para não Chorar
Música:Deus lhe Pague (Chico Buarque)
Poema: A Rua
Música: Redescobrir (Gonzaguinha)


Dia 29 – Sexta-feira
19h - Univap – Campus Urbanova (Auditório da Reitoria)

Lançamento do documentário Cassiano Ricardo, Poesia e História, produzido pela TV Univap. Em 22 minutos, o documentário exibe depoimentos de pessoas que pesquisaram a obra do poeta ou conviveram com ele, além de várias imagens do Fundo Cassiano Ricardo, pertencente ao Arquivo Público do Município, da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. O documentário será exibido em diversos canais voltados para a cultura e educação.
Após o documentário, haverá um debate com o tema O Futuro da Literatura em São José dos Campos, com expoentes do meio cultural num diálogo sobre essa forma de expressão artística. Participarão do debate as professoras Jandira Aligieri e Sônia Leal, o presidente da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, Mario Domingos de Moraes e a escritora Dyrce Araújo.


Dia 30/10 - Sábado
20h – Espaço Mário Covas (Praça Afonso Pena, 29 – Centro)

Todas as Letras de São José, evento onde os escritores de São José dos Campos vão declamar poemas e textos em prosa de Cassiano Ricardo, Alberto Renart, Hélio Pinto Ferreira, além de seus próprios trabalhos. Apresentação dos escritores Braga Barros, Carlos Santos, Daniella Peneluppi, Daniel Pedrosa, Dyrce Araújo, Fernando Scarpel, Máh Luporini, Poeta Moraes, Rita Elisa Sêda, Wilson Roberto e Zenilda Lua.


Dia 31/10 – Domingo
20h – Teatro Municipal (Rua Rubião Júnior, 84
– 3º Piso – Shopping Centro)

Encerramento da 44ª Semana Cassiano Ricardo, com apresentação da Orquestra Sinfônica de São José dos Campos. No repertório, composições de Villa-Lobos, Guerra Peixe, entre outros, na voz do tenor convidado, Lenine Santos.

Assessoria de Comunicação
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Reabertura da Academia Joseense de Letras

Braga Barros será membro da Academia Joseense de Letras

O poeta Paraisopolitano José Antonio Braga Barros, colunista do TEM, será empossado membro da Academia Joseense de Letras, em São José dos Campos, no dia 25 de outubro. O convite partiu do membro efetivo e mais antigo dos acadêmicos, Mário Ottoboni, que inaugura a nova fase e a reativação da Academia após 30 anos de desativação.

Para Braga Barros, como é conhecido, o convite foi "uma honra", pois para ele o que o escritor deseja é ser conhecido, lido, discutido, se possível amado.

Braga Barros, que se casou no ano da criação dqa Academia, em 1980, já desenvolvia sua vida profissional em São José dos Campos, sempre dedicada à Educação e à Poesia, como uma modo de existência e de resistência.

"Recebo este convite como um fechamento de um ciclo e a abertura de novas oportunidades. Estou às vésperas de minha aposentadoria. Ofereço esta honra de participar da Academia Joseense de Letras a todos meus colegas professores que dedicam aa suas vidas à causa da Educação. Participo desta Academia levando comigo os poetas de Paraisópiolis, não como representante deles, mas como admirador, levo a poesia do sangue de meus familiares que tanto amam a leitura, a escrita, os estudos, o conhecimento e, sobretudo, a vida.

Sem demagogia, dedico esta honra de participar da Academia Joseense de Letras às crianças e jovens do Brasil, que por falta de oportunidade, são condenados à marginalidade e ao não desenvolvimento de suas capacidades e talentos.

Sobretudo, ofereço esta honraria à minha esposa Sueli pela convivência de mais de trinta anos juntos e de aceitar construir nossas vidas entre livros, jornais, revistas e, ainda passar estes hábitos e gostos para nossos filhos.

Sinceramente, recebo este convite não como um prêmio, mas como um compromisso de dedicar ainda mais minha vida no desenvolvimento desta capacidade de ler, escrever e comunicar com as pessoas através da palavra.

Aproveito esta oportunidade para convidar todos os meus amigos e familiares para esta importante cerimônia que acontecerá no dia 25 de outubro, no Cine Santana, Avenida Rui Barbosa, bairro de Santana, em São José dos Campos, às 20 horas".

(matéria publicada no Jornal TEM, em Paraisópolis, 08 a 15 de outubro de 2010).

Posse na Academia Joseense de Letras

Convite

O evento da posse festiva
da Academia Joseense de Letras
será no dia 25 de outubro,
no Cine Santana, às 20 horas,
na Avenida Rui Barbosa,
bairro de Santana,
em São José dos Campos,
no início das atividades da
44ª Semana Cassiano Ricardo.
Atenciosamente,

Mário Ottoboni
São José dos Campos, 06 de outubro de 2010.

CIRANDA DE POESIA

O poeta e professor JOSÉ MORAES BARBOSA tem rede cativa em minha tribo. Muitas e muitas vezes usamos o mesmo tipo de flecha. Juntos quentamos fogo diante da mesma fogueira, fumando do mesmo cachimbo. Numa noite de festa, o poeta MORAES foi sagrado guerreiro com seiva de urucum e ganhou do pajé um tacape feito com uma lasca de estrela. Um abraço, meu irmão poeta. (Escreveu José Omar de Carvalho).

Com esta palavras, convido todas as tribos desta nação
poética e literária
para a Ciranda de Poesia,
dia 20 de outubro,
DIA DO POETA,
no Ponto de Cultura Bola de Meia,
Rua Porto Príncipe, 40, Vila Rubi, São José dos Campos, às 19h30.
Entrada Franca.
Pode trazer todo mundo.
Vamos juntos Celebrar a Poesia.

domingo, 10 de outubro de 2010

Academia Joseense de Letras

DIVULGADA A LISTA DA NOVA ACADEMIA JOSEENSE DE LETRAS
1- Mário Domingos de Morais – presidente da FCCR

e presidente de honra da Academia
2- Mário Ottoboni ( advogado e escritor)
3- Silvio Marques Neto ( desembargador e escritor)
4- Luiz Paulo Costa ( jornalista e escritor)
5- Sueli Souza Lima ( pedagoga e escritora)
6- Edmundo de Carvalho (engº mestre pesquisador e escritor)
7- Christina Hernandes (assistente social e escritora)
8- Dyrce Araujo (educadora e escritora)
9- Myrthes Masiero (educadora e escritora)
10- Braga Barros (educador e escritor)
11- Ozires Silva (engº pesquisador e escritor)
12- Wilson de Carvalho Almeida ( educador e escritor)
13- Zenilda Lucena (assistente social e escritora)
14-Augusto Dias (advogado pesquisador e escritor)
15-Alberto Simões (educador,pesquisador e escritor)
16- Paulo Barja (phd pesquisador e escritor)
17- Marco Antonio Vitti (médico psiquiatra e escritor)
18- Rita Elisa Seda (jornalista e escritora)
19-Reinaldo de Sá (jornalista e escritor)
20- Daniel Duarte Pedrosa (engº mestre e escritor)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SALVE A POESIA!!!


O poeta e professor JOSÉ MORAES BARBOSA tem rede cativa em minha tribo. Muitas e muitas vezes usamos o mesmo tipo de flecha.
Juntos quentamos fogo diante da mesma fogueira,
fumando do mesmo cachimbo.
Numa noite de festa, o poeta MORAES
foi sagrado guerreiro com seiva de urucum
e ganhou do pajé um tacape feito com uma lasca de estrela.
Um abraço, meu irmão poeta.
(Escreveu José Omar de Carvalho).

Com esta palavras, convido todas as tribos desta nação poética e literária
para a Ciranda de Poesia, dia 20 de outubro, DIA DO POETA, no Ponto de Cultura Bola de Meia, Rua Porto Príncipe, 40, Vila Rubi, São José dos Campos, às 19h30. Entrada Franca. Pode trazer todo mundo.
Vamos juntos Celebrar a Poesia.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Breve Currículo Solicitado

José Antonio Braga Barros
Natural de Paraisópolis, nascido em 17 de março de 1955.
Filho de José de Barros (Zé do Jayme) e de Neuza Regina Braga Barros (Neuza do João Braga). Mora e trabalha em São José dos Campos desde 1978.
Casado com Sueli Silva Braga Barros, desde 1980, tem dois filhos Felipe José Silva Barros (23 anos) e Francisco José Silva Barros (20 anos).

Educador, pedagogo, jornalista, com pós graduação em:
- “Didática – Fundamentos Teóricos da Prática Pedagógica”, pela Faculdade de Educação “São Luís” – Jaboticabal –SP, no ano 2000.
- “Educação Especial Para Talentosos e Bem Dotados”, pela Universidade Federal de Lavras – MG, no ano de 2009.

Designado Embaixador do Município de São José dos Campos, pelo Decreto Nº 11.922/05 de 11 de novembro de 2005, assinado pelo Prefeito Municipal Eduardo Cury.

Vencedor do Prêmio Aldo Papone – Aprendiz de Turismo – Internacional Case Writing Competition 2005, quando representou o Brasil na Conferência Internacional de Turismo de Estudantes e Professores, em Bad Homburg, na Alemanha.

Prêmio Brasão de São José dos Campos, recebido na Câmara Municipal de São José dos Campos, das mãos da vereadora Flávia Camargo, como reconhecimento pelos bons trabalhos realizados em prol da Educação - ano 2000.

Obras do autor:
Livros:
“Variações sobre o tema Natal” – 1984- Massao Ono – Ismael Guarnelli Editores, SP
“Versos Para Uma Desconhecida” – 1989 – João Scortecci Editora, SP
“Sonhos Revelados” – 1990 – João Scortecci Editora, SP
“O Prazer de Ensinar” – 1992 – João Scortecci Editora, SP
“Meio Ambiente” – Poesia Infantil, - 2003- Edição do Autor, São José dos Campos, SP
“Minhas Gerais” - 2009 – Nova Gráfica Editora Ltda, Paraisópolis, MG.

Participou das Coletâneas:
“Poesia em São José dos Campos” – 1984 – FCCR
“Poesia em São José dos Campos” – 1985 – FCCR
“Poetas de Nossa Terra” – 2008 – Em Paraisópolis

Autor de Peças Teatrais:
Marca do tempo ( Infantil)
O Dia de Amanhã – 1º Lugar no Fest Teatro do Vale em 1990
Antes do Primeiro Beijo – 1991
Chapeuzinho Vermelho em Ritmo de Aventura (Infanto-juvenil) – 1991 escolhida como a peça que mais agradou ao público no ano de 2008.

Jornais:
Paricipação no “Agora” em São José doas Campos.
Editor do “Paraisopolitano”; Berda-Merda”; “Talento”, “Jornal do Rizzo”
Atualmente, colunista colaborador do
Jornal TEM em Paraisópolis e
da Rádio Paraisópolis, em Minas Gerais.


Professor, já exerceu as funções de Assistente de Direção, Diretor de Escola,
Especialista em Educação, da Secretaria Municipal de Educação, de São José dos Campos,Assessor de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, atualmente Facilitador do Decolar – Programa de Desenvolvimento de Capacidade e Talento.

Exposições:
“Poesia Concreta: Casa Grande e Senzala”, com fotografias de Dimas Soares;
“Varal Poético”, na Inauguração da Cointer, em São José dos Campos
“Poesia de Campos”, no SESC, com o Grupo João Girassol.
“Mulheres de Hollanda”, gravuras das músicas de Chico Buarque, com nome de mulheres
“Sonhos Revelados”, gravuras que ilustrou o livro com o mesmo nome.


Produtor Executivo - Projeto Ciranda de Poesia
Cia Cultural Bola de Meia

ACADEMIA JOSEENSE DE LETRAS

ACADEMIA JOSEENSE DE LETRAS
CONVITE

A Academia Joseense de Letras, criada em 1980, e desativada por quase três décadas será retomada a partir deste ano. Como membro efetivo e o mais antigo dos acadêmicos, representante da entidade no grupo de reativação, convido vossa senhoria a participar da nossa nova fase como integrante do nosso quadro.

Peço à gentileza que a resposta ao convite seja dada até a próxima sexta-feira (08) deste mês corrente.

Lembro a todos que o evento da posse festiva será no dia 25 de outubro, no Cine Santana, às 20 horas, na Avenida Rui Barbosa, bairro de Santana, em São José dos Campos, no início das atividades da 44ª Semana Cassiano Ricardo.
Atenciosamente,

Mário Ottoboni
São José dos Campos, 06 de outubro de 2010.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CIRANDA DE POESIA - DIA DO POETA

Sagração de um Guerreiro

O poeta e professor JOSÉ MORAES BARBOSA tem rede cativa em minha tribo. Muitas e muitas vezes usamos o mesmo tipo de flecha. Juntos quentamos fogo diante da mesma fogueira, fumando do mesmo cachimbo. Numa noite de festa, o poeta MORAES foi sagrado guerreiro com seiva de urucum e ganhou do pajé um tacape feito com uma lasca de estrela. Um abraço, meu irmão poeta. (Escreveu José Omar de Carvalho).

Com esta palavras, convido todas as tribos desta nação poética e literária
para a Ciranda de Poesia, dia 20 de outubro, DIA DO POETA, no Ponto de Cultura Bola de Meia, Rua Porto Príncipe, 40, Vila Rubi, São José dos Campos, às 19h30. Entrada Franca. Pode trazer todo mundo. Vamos juntos Celebrar a Poesia.

D

DOIS COMENTÁRIOS SOBRE A CIRANDA SOBRE PABLO NERUDA

Olá, Braga!
Boa tarde!
Desejo-lhe tudo de bom... que você vire mais essa página de sua rica existência da melhor forma possível... com toda a serenidade que lhe é inerente.
Você é um profissional admirável. Toda a sua equipe está de parabéns.
A Ciranda de Poesia tem me alimentado espiritualmente.
Quem tem que agradecer sou eu, pela oportunidade de me deleitar com a poesia... aprender ... enfim ser feliz!
Salve a Poesia!

Um grande abraço,

Mirian


Bom dia, Braga Barros!

Eu que agradeço pela "cutucada". Não fosse por você, não teria me dedicado nem desfrutado de mais conhecimento.

Estarei sempre às suas ordens!

BÊijinhos da BÊ

CIRANDA DE POESIA

MARQUE EM SUA AGENDA
DIA 20 DE OUTUBRO
QUARTA-FEIRA
DIA DO POETA
DIA DE CIRANDA DE POESIA
NA CIA CULTURAL BOLA DE MEIA
19h30
Rua Porto Príncipe, 40 - Vila Rubi
São José dos Campos
Além de celebrar a POESIA
AINDA VAMOS COMEMORAR
O ANIVERSÁRIO
DO POETA JOSÉ MORAES
Venha e traga todo mundo
a entrada é franca.

TRAVESSA JOÃO BRAGA

Hoje, subi pela ladeira
de minha infância.
Quase nada era igual.
Subi cinqüenta anos passados,
Subi lembranças,
Subi sons e cheiros,
Subi cores penduradas em varais,
Subi janelas abertas,
Subi gente cantando,
Subi rezas,
subi, v a g a r o s a m e n t e,
vendo o que não estava à vista.
Subi passo a passo,
Casa por casa...
Em um lugar qualquer
encontrei pedras
(no meio do caminho)
em que pisei criança.
Voltei no tempo.
E ainda mais l e n t a m e n t e
subi a ladeira
de minha infância
andando num passado
de outra Minas Gerais.

TIJOLO

Punhados de terra, batidos, queimados,
ou secados ao sol: tijolos.
Um a um, amontoados, iguais.
Pequenas peças de um mosáico .

Homens feitos de barros, dão forma à lama,
encaixotando-a forma por forma.
Mão na massa e amassa e amassa - Lenha no forno -
Feito pão nasce áspero, seco, sempre iguial: tijolo.

Cavado do chão, torna-se edifício,casa, parede,
escada, muro, prisão,catedral, teatro, morada.
Vira sonho..., ou tijolada! Na cara, no carro, na vidraça.

Mas pode virar praça, piscina, coreto.
Tijolo, às vezses à mostra,outras
às escondidas é guardador de segredos!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Poesia no Prato para Rita Elisa

Poesia no Prato Para Você
J. A. Braga Barros

Não poderia ser qualquer uma.
Pegue um naco aí e tudo bem!

Teria que ser bem mineira,
assada em forno de lenha,
ou de palha de arroz, ou de café.
Em fogão com serpentina.
Acompanhada ao café coado
em coador de pano,
com aquele aroma
a invadir cômodos
e alma.

Nem pense em perguntar do licor de leite,
já está na bandeja de prata,
com aquela toalhinha fina bordada a mão
em renda vazada e engomada.
Se apreciar,
Posso até lhe servir uma branquinha
de alambique, especial,
só para experimentar!

Uma prosa boa,
um causo daqueles
que vai emendando um fato com outro,
pessoa com outra,
numa conversa, com pausas,
silêncios, brilho nos olhos...

Hoje é terça-feira, dia de acender vela
para o anjo da guarda
e para os santos de devoção.
É assim que quero lhe oferecer
Minha poesia no prato
Para você
.
Pode saboreá-la à vontade!



Rita Elisa Seda disse:
Nossa!... que lindo. Você escreveu minha alma mineira, tudo isso faz parte da minha vida. Sim... faz! mesmo que não as tenho sempre à mão, mas as tenho no coração - as lembranças. A toalhinha bordada, o café coado no pano, o licor de leite, o fogão à lenha esquentando-me nos rigorosos invernos do Sul de Minas, terra que você bem conhece. Sabe, querido poeta Braga, você tem o dom divino de ver além dos olhos, pois eu acendo vela para meu anjo da guarda, sim. Amei tudo isso. Obrigada. Estou feliz. Beijos.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

CIRANDA DE POESIA COM PABLO NERUDA

Ciranda de Poesia com Pablo Neruda

Delcimar de Oliveira Cunha

Psicopedagoga e Coaching com doutorado em

Psicologia da Educação PUC/SP

Dedicada aos estudos biográficos

Fundamentados na Teoria do Desemvolvimento Humano

da Antroposofia

Apresenta a História de Vida do Poeta Chileno

PABLO NERUDA

Dia 29 de Setembro - Quarta-feira - 19h30

No Ponto de Cultura Bola de Meia

Rua Porto Príncipe, 40 - Vila Rubi

São José dos Campos

Você é nosso convidado!

Pode trazer todo mundo!

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Aqui é o Paraíso


O lago artificial mais alto do Brasil


Ao nascer do Sol


As Formigas e a Cigarra


Fotografar o Vento


Machadão


Samba de Breque

Estou em meu canto.
Necessito cantar,
Cantar para viver.
Cantar de todo jeito:
Solo cantar,
Em dupla, trio, quarteto,
Coral, multidão.
No banheiro,
No rádio, na televisão,
No yotube...
Livremente cantar!
De manhã, à noite
De madrugada,
Na janela, na panela,
Na montanha, no vale,
Na praia, na ilha,
Pro sol, para a lua,
No meio da rua,
No palco, na fila do banco,
Na bronca, no trânsito,
Até desafinado.
Estou em meu canto.


Nesta cantoria
Você vem de salto alto
Maldizer minha toada,
Zombar de minha canção.
Emburrada não samba não!


Fez mandinga...
Jogou sal grosso...
Riu do meu refrão ...
Só porque convidei
Zenilda e Reginaldo
Pra levarem o estandarte!

Forme seu bloco,
Assim que você passar,
Pode ter certeza,
Cada um pode ter o seu brilho.
Aqui do meu canto até vou aplaudir
E tentar cantar seu estribilho.

Só não venha me calar!


Estou no meu canto...



Basta você!

Nem vi os limites das paredes,
O perfume no ar, nem senti.
O lençol macio, acho, estava lá.
Tudo no lugar!
Tudo sem a menor importância.
Bastava teu corpo-sorriso
Acolhendo meu desejo e alma.

Amor é algo que vem de dentro

Mais do que ancorar-me,
Quando te abraço nua
Traço rotas de vôos:
Peles, pelos, peitos,
Percorro pernas, pés.
Tu me tiras de órbita,
Giro fora do eixo,
Rodopio na translação,
Invento outro norte.
Você é minha sorte!

Vendo estrelas

Ali o sol? Ali a lua?
Errante,
teu corpo navego.
Neste infinito
Te sinto por dentro.