Ponto final.
Apaga-se a luz:
Trancada a porta,
Parte morta, a vida.
Ponto fatal:
Pronto!
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Sem respostas
Como compreender?
Como contornar?
Como convencer?
Como?
Como compreender o infinito?
Como contornar o absoluto?
Como convencer o ignorante?
Como?
Como contornar?
Como convencer?
Como?
Como compreender o infinito?
Como contornar o absoluto?
Como convencer o ignorante?
Como?
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Versos para uma desconhecida.
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Penso
O pensamento
ultrapassa
os limites
do vocabulário.
Cria soluções
devaneios e
paz.
(E, essa chuva que não
passa está me atrasando
em todos os compromissos).
ultrapassa
os limites
do vocabulário.
Cria soluções
devaneios e
paz.
(E, essa chuva que não
passa está me atrasando
em todos os compromissos).
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Versos para uma desconhecida.
Aguardem
Como pode o poeta vivo viver?
Só vive o poeta morto.
O poeta morto pode andar por aí.
O poeta morto pode ser declamado.
O poeta morto pode ser publicado.
O poeta morto é até louvado,
e porque não, venerado!
O poeta morto torna-se imortal.
O poeta morto ganha praça.
O poeta morto tem jornal e até suplemento
para seus versos.
O poeta morto é que vive.
O poeta vivo
não possui espaço para viver.
O poeta vivo
está sendo morto. Aguardem!
Só vive o poeta morto.
O poeta morto pode andar por aí.
O poeta morto pode ser declamado.
O poeta morto pode ser publicado.
O poeta morto é até louvado,
e porque não, venerado!
O poeta morto torna-se imortal.
O poeta morto ganha praça.
O poeta morto tem jornal e até suplemento
para seus versos.
O poeta morto é que vive.
O poeta vivo
não possui espaço para viver.
O poeta vivo
está sendo morto. Aguardem!
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Versos para uma desconhecida.
Você e eu
Era azul
o céu, o rio,
transparência de outono.
Disseram: "Love is blue".
Não sei inglês.
Procurei no dicionário,
Descobri o descoberto:
O amor é azul,
Você e eu.
o céu, o rio,
transparência de outono.
Disseram: "Love is blue".
Não sei inglês.
Procurei no dicionário,
Descobri o descoberto:
O amor é azul,
Você e eu.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Verso para uma desconhecida
Você que nunca me viu
que não sabe quem sou
que não sabe de onde venho
que não sabe para onde vou...
Você que nunca me viu
Você desconhecida
Você tão calada
Será que é amada?
Será que já foi esquecida?
Será que é lembrada?
Será que é querida?
Você desconhecida,
ouça o verso desse passante.
Não é um verso de amante.
Não é uma declaração.
É apenas um verso
a uma desconhecida,
que nunca esteve em minha vida.
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Há quem entenda?
Há quem entenda?
Quando era criança
rabisquei um papel.
Denominaram desenho.
Hoje, com todo empenho
manuseio o pincel!
E ouço: - Parece criança!!!
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Rascunho
Busco o verso perdido.
O verso do rascunho.
É desse verso sofrido
Que a espada empunho.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
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