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Mostrando postagens com marcador 2008 - Poemas soltos. Mostrar todas as postagens
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domingo, 6 de junho de 2010

ENQUANTO CHOVE

A chuva bordou nos vidros da janela
Carreiras e mais carreiras de pontos,
Cristais sobre cristais, de uma nova cidade
Fundada ali mesmo, no limite da sala.

Do lado de fora relâmpagos, trovões
Que mais faziam brilhar os seus pingos.
No sofá, seus chinelos e xícaras de chá,
Talvez não apontem meus sonhos.

Apenas o seu olhar, nos clarões
Que a chuva provoca, muda o tom
Faz o convite para o amor
Fundado ali mesmo, no limite da sala.

Cristais sobre cristais,
de uma nova cidade.
Carreiras e mais carreiras de beijos,
Escondidos da chuva,
Que sonda pelos vidros da janela,
E borda um poema de signos
Sobre tudo que vê enquanto chove.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

PARA QUE A MANHÃ...

Às vezes um bondão traz o meu dia,
Com uns dez empregados,
Antes dos primeiros raios solares.
Um só bondão não produz a manhã.
Para o primeiro turnomuitos bondões
Que se cruzam com muitos outros
Levam operários e pretendentes
Manufaturando minha manhã.

às vezes, bucolicamente, meu dia
Vem com os cantos dos pásssaros
E o apito do trem, que pelo banhado
Carrega vagões e vagões de minérios.
Um apito só não produz o dia.
Muitos cantos dos pássaros e o apito
Trazem os primeiros raios de sol
Completando a minha manhã.

Às vezes, melancolicamente, meu dia
Vem com a partida do carro do vizinho,
Ou antes, com sua descarga, que pelo prédio
Carrega seus excessos, antes do dia clarear.
Só a partida do carro não leva a noite.
São necessários: partida mais bondões,
que se cruzam, com muitos outros,
Levando operários - não demitidos -
Para a montagem da minha manhã.

Ultimamente, os gritos da professora
Na acdemia instalada ao lado,
Antes dos primeiros raios solares,
Querem colocar em forma minha manhã:
Vai! Sobe! Desce! Pernas! Braços!
De um lado! De outro! Mais rápido!
Nesta minha manhã tenho vontade de
Apanhar esse grito e lançar para longe!

quarta-feira, 2 de junho de 2010

RETORNO

Tu
és pó
e à
poésis

retornarás!